
Sonho? Vocação? Não e não. Apenas vontade, desejo, curiosidade. Essa minha ânsia, também é minha cólera. Gosto de dizer (digo muitas, saturadamente!) que meu pecado é minha curiosidade, mas será que a consciência, a noção e o auto-conhecimento vencem esse desejo? Talvez sim, talvez não, gosto de pensar que é por um punhado de coisas. Mas o que me intriga é: Vou aguentar? Posso me acostumar? Se não estou errada(corrija-me se estiver), a psicologia diz que sim. Tudo é adaptável cada animal, em cada habitat que é próprio para ele. E como não poderia ser diferente para nós humanos, animais, também nos adaptamos em cada habitat, cada local onde vivemos, estudamos, trabalhamos. Mas agora, me dou a liberdade de lhes contar um caso que me ocorreu hoje em relação à esse desejo, ou uma vocação (muito) bem escondida.
Como de costume (na maioria dos dias!) saio de casa ás 6:00 hs da manhã para pegar o ônibus Icoaraci Almirante Barroso e ir ao cursinho.
Quando cheguei na parada, apareceu um casal, provavelmente mãe e filho. A início pensei que o rapaz sofria de alguma deficiência mental. Ele tinha o olhar perdido e salivava muito, eu estava descaradamente observando os dois quando percebi que na saliva havia também sangue. A mãe o limpava e dizia algo em voz baixa que eu não conseguia ouvir.
Meu estômago se revirou. Não pelo sangue e saliva, mas pelo sofrimento dele, podia perceber de longe a dor dele. Lá no fundo me emocionei. Fiquei tocada e acredito que senti pena, tristeza e um pouco de compaixão tudo misturado, e dessa receita de bolo, saiu um pensamento que lhes traduzo assim: Que entre a agonia dos vivos e a dor imaginária e fantasmagórica dos mortos, prefiro os mortos. Portas e correntes, batendo e arrastando não são nada. E isso é real, a dor, o corpo, tudo é real.
Uma futura médica tem que pensar assim? Com certeza não. Mas como de médico e de monstro todo mundo tem um pouco, prefiro ser a Dra. Frankenstein.
Dois minutos após a estada do casal na parada, eles se foram e cinco minutos depois o ônibus veio e eles foram esquecidos, por mim e por todos aqueles naquela manhã.
No fim das contas, no fundo do meu âmago, eu posso dizer que nem me importei.
My Diary Pt. 13 - Legista (2 minutos)
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Em Vão (Impura)

A dificuldade por ser imperfeito
Afunda no céu dos malfeitos
Incerto, incompleto,
isto é a visão do corpo desfeito
Como gostaria de voar
Tão alto... e depois despencar
Aqui na terra irei me enterrar
E com os vermes encontrar o meu lugar
A sete palmos, sinto o gosto de terra
Demônios a cassoar de mim,
minha alma, ela leva
Me abraça... me abrace
Me entrega!
Acordo, ainda vivo?
Ah! Que inoportuno destino!
Por isso, prefiro viver mentindo
Pois sonhando, termina a ilusão
daquilo que nunca tenha existido
Agonia... cadê as lágrimas?
Sou um anjo sem asas
Aquela que chamada de amaldiçoada
Chora, por palavras ditas no meio do nada
Medo... percebi que sou eremita
Que caminha na mais perfeita desarmonia
No silêncio dos gritos da menina
Que sem inocência grita, por não ter o brilho da vida
Digo que sou insana
Mesmo que vinda do túmulo
Morta é a alma desta criança
Que chora e grita em profanos cultos
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Selo - (acho que é o terceiro)

Bem, muitíssimo obrigada, Ivezuda -*o*- por este selo. Posso dizer que simplismente adorei este presente, principalmente vindo de ti! Mil beijos e obrigada novamente. Te adoro, guria!
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My Diary Pt. 11 - Viva La Vida...

Ou La Muerte... Essa semana está sendo a mais incrível da minha vida. Simplismente a resumo assim. Escutando Madame Saatan (meu orgulho de ser do norte), "Messalina Blues" e "Ele Queima, Ela Sorri", ainda me lembro do show, das minhas danças e cantos... ah, os cantos, minha vida, minha alma, tão pura, tão cheia de sede, insaciável, inesgotável. As dores, as distenções são apenas o fruto do meu prazer, e que prazer. Acredito que aquilo que mais se gosta de sentir, é o que te faz mais completo, seja ela no prazer carnal ou não. Eu prefiro música, leitura e poesia... e a dança, aquela que simplismente move seu corpo, e sem que perceba, quando se vê as notas cantam junto com cada músculo do teu corpo, cada poro da tua pele grita por mais e mais, e junto com a "pressa de esquecer mais nada" se envolve num êxtase único, perfeito, onde o clímax dura uma hora ou mais. O suor e a embriaguês nos olhos de cada um do seu lado, numa orgia musicalmente ensaiada e clamada por todos que ao seu redor, gritam e se exasperam por um fim que nunca chegará e se afundar nesse desejo quase obsceno, onde vivemos e falecemos por frações de segundos e viver nesse círculo até o fim dos dias. Maravilhoso, não? Esplêndido. Eterno. Inigualável.
De uma forma simples. Acredito que isso é a vida e a morte ao mesmo tempo. Realmente acredito.
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My Diary Pt. 10 - Brisas Mentais.

Bem, por uns tempos me achei no direito de ficar presa dentro do próprio quarto ( e na mente também) pra pensar. Assim como algumas pessoas, sou do tipo de estar por horas pensando, me emputecer por muito mais horas ainda e me enfurnar num estado ligeiro de loucura leve, pra depois me deparar com o resultado simples da vida.
O bom é que ela mesma me dá esse alívio. O ruim é que me vem um sentimento de impotência, por não conseguir me desvencilhar dos meu próprios problemas simplimente esquencendo. Como se pudesse ser simples assim: Esqueça! E puff! Esqueci. Infelizmente, não me dou a este agrado, ultimamente tenho lido uns romances, não daqueles melosos de personagens perfeitos em tudo, tirando a beleza, que nessa forma de literatura é quase uma regra e a felicidade um clichê. Ás vezes me sinto que lendo isso me ponho num estado de êxtase imaginando a felicidade alheia dessas estórias e me imaginando no lugar delas. Seria eu louca? Essas brisas mentais passam e se vão, silenciosamente chegam e do mesmo jeito que vem, elas me dão tchau. Mas quando me deparo com uma brisa ruim que quer virar vendaval, simplesmente me jogo. Jogo com toda vontade para me fazer sentir raiva, ódio, indignação, depressão, exaspero, desespero, desprezo! E quando dou por mim o vendaval se torna furacão e estou no centro, no olho. E no meio, me ponho a observar o topo e toda a união desses sentimentos até o ponto que elas dissipam de uma vez. E fico à mercê e nada além disso. Tudo acaba, volto ao que chamo de "normal", onde na verdade não passo de uma "Anomalia anormal" que finge ser normal, confuso, não?! Hilário, isso sim.
Poderia me dopar com um cigarro, ajuda. Mas prefiro me afundar em sonhos e uma bela noite de sono. É, é melhor. Pois ao acordar, tudo está diferente, as pessoas, as ruas, os cães, os gatos as baratas e os ratos e o melhor, o céu que todo dia e toda noite sento e me ponho a fitá-lo como se fosse a última vez que pudesse apreciá-lo.
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Unus Lamia

Em cada noite chuvosa
Vem memórias de um passado
Encaro-a, eterna, glorioza
Saboreando-a como o sangue de um jovem mulato
Inexistente, invisível
Venha e dance comigo
Irresistível, inevitável
Seu prazer é só um agrado
Tantas palavras a te rodear
Minha boca, és tu que vem a desejar!
Teu corpo quero provar
E me deliciar com o seu peito a arquear
Beije-me! Sei que tu me quer
Toque-me! Aproveite os minutos
Deleite-se! Darei o que me pede
E sentirá o quanto pode durar um segundo
O tempo move-se somente a meu favor
Neste momento, perdeu todo o teu pudor
A mim, glorifica com gritos de louvor
Nos últimos momentos em que teu prazer e tua vida acabou.
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