'Like Pierrot, The Clown;


". E como num coro religiosamente ensaiado no qual todos a quem conheço, fazem parte; não importa onde eu esteja, há sempre alguém entoando o "isso vai passar" .
. Maldita melodia que me perturba a todo instante, e me tira o sono, e corrói a alma...
. Nem tudo passa; bem, pelo menos, tenho certeza de que, você não passará; e, com certeza, a dor que eu sinto, não passará.
. Maldita vida! Maldito destino! Porque insistem em usar-me como vosso bobo da corte, a qual tem a história escrita para o prazer da platéia... uma comédia...
. E eu, nesta posição de "Pierrot, the clown", aviso-lhes que eu não quero um outro alguém; e me acomodarei na posição de sobreviver; e ficarei na boemia enquanto viver, pois enquanto vivo, hei de lembrar da pior desventura da qual fui protagonista.
. Lamento informar-lhes cavalheiros, mas o espetáculo acabou."

Por: Matheus L.

Definições


Medye, mulher que surge com a magnitude de deusa misturada com conhecimentos além da humanidade que nos abraça nas horas que estamos precisando, que dá forças nas horas que estamos esgotados, que nos dá a sua voz quando não conseguimos mais gritar. É ela que nos mostra como seguir um bom poema sem precisar falar...Medye sente as pessoas ao seu redor. Vampira Eterna tão atenta como a Lua.


Descrição por Adriano Siqueira.

Maldito


Cá estou, num lugar escuro, sinto frio
Pra cá olhou, vermelho como chamas, nasceu um arrepio
Sua história foi escrita na lama
Derrotado como é, seu sangue ele derrama

Olhe para mim, somos amigos
Fique, mas não se desvie em pensamentos malignos
A noite vem, e logo vem o sono
A noite passeia, e logo vem um sonho

Pronto, gemidos e gritos ensurdecem meu pensar
No caminho das flores, elas começam a queimar
A pele arde, os olhos gritam
O sonho acaba, seus pulsos respiram

Morra maldito! Morra!
Passos ecoam na sala
Morra maldito! Morra!
Seus olhos viram, minha boca se cala

Aqui, seus ossos tremem
Agora, seus instintos temem
Ouço pessoas morrendo
Sinto meu medo crescendo
E o risco de arder num fogo eterno
Me cria a dor do incerto

Onde estou? Onde estou?
Numa casa de espelhos me perco
Onde você me encontrou? Onde me encontrou?
Espíritos pensam que para eles apareço

As piadas infames racham a cabeça
Mentiras insanas acabam com minha realeza
O maldito sempre viveu em mim
O maldito sempre viveu de mim
Nunca fui capaz disso, ver
Sou aquela que não terá seu fim
Então, tudo bem em desejar morrer

Não fui capaz de ser
Nunca fui capaz de ver
Que nos meus olhos haviam meu reflexo invertido
Daquele ser que de olhos em chamas era o maldito.

Medye Platinun


Donzela bela e exuberante como a lua
Delicada de aparência pura
Amável como o cantar dos pássaros
Misteriosos são seus passos.

Os oceanos são pequenos perante seus sonhos e vontades
Você caminha, navega e voa por todos os lugares
Possui nos olhos um brilho comfortante
E em seus versos ternura constante.

Medye Platinun o real e o obstrato
O fascínio da noite sombria
Uma estrela que ao longe brilha
Um coraçao que alegre palpita.

Uma vanpira de beleza exótica
Uma rosa rara encontrada
Uma poetisa que acolhe à todos com suas palavras.

Escrito por Samara Morgan, agardeço tais palavras de descrição e carinho, nossa amizade vai atravessar montanhas, rios, mares e oceanos... Samara meu anjo, muito obrigada.

Caminho aos anjos


Já conheceste tal face
Que em cabelos de chama viva lhe acende
Sofro, por de minhas palavras esqueceste
E que de nova vida venho crente

Anjo negro, o seus olhos são cegos
Anjo triste, não apagou-me completamente
Querida, de vidro não é seu teto
Querida, nas minhas asas se acolha contente

Porém, sinta como se na minha mão houvesse ajuda
Onde de minha boca não sai inverdade
Estar ao teu lado se crê na ternura
De um céu cinza que luta contra a crueldade

Azul e branco se abre e mostra o caminho
Da estrada que vai até um jardim
Onde os anjos lhe oferece carinho
De um coração que se aquece de um vermelho carmim

Em inspiração à uma jovem gótica chamada Samara. Obrigada.

Abraço Noturno


Na magia em que nos envolvemos, o mundo se protege dos nossos lamentos e nossas angústias. Uma energia que pode dominar e ser dominada. Pois somos um somado á muitos que nos cercam. Completos e conquistadores, nós temos o poder do conhecimento, do ensinamento interior. Sabemos os segredos do Inferno e do Caos. Sabemos como fazer de você nosso devoto ou nosso alimento.
A cada suspiro, vejo que você se entrega a nós, vê que não tem escapatória e muito menos um refúgio, deseja o que teme e sabe que o clímax é superior, conhecer o que está obsuro na mente, achar caminhos proibidos extazia seu pensar e arde o seu corpo, deseje! Deseje estar junto à nós e sinta o poder do inexplicável.
Este poder que toma seu corpo e o mantém em completo extase, subjulgando a sua carne e se alimentando da sua própria energia, sua própria fonte de sabedoria e de conhecimento. Compartilhe agora nosso coração! Seja nosso irmão, nosso filho, nosso mais precioso objeto sagrado.
E no prazer da carne e do espírito, deixe-nos drenar a sua vida, sua alma, seus prazeres, nos alimentamos do mesmo rio que segue vermelho ás nossas vontades, de sentir, viver, e adorar! Vamos! Aceite nossas mãos e se acolha em nosso seio, o abraço da eternidade lhe aguarda e junto a nossa vontade, seja mais um anjo da noite.

Por Medye Platinun e Adriano Siqueira.

Catarina



Um dia, uma manhã, levantei
Vi que sem você, acordei
O que na noite era um belo sonho
Neste momento, não passa de suspiros medonhos

Aqui não há como sobreviver
Ao meu redor cria-se uma prisão
Um quadro de morte parei pra ver
E caí na armadilha de um ladrão

Que estupidez essa minha
A chave da saída estava na minha cara
Pensei que poderia ter a Catarina
Mas a liberdade só me judiava

Ah... como desejo morrer com dor no peito
Onde a culpa fosse de meu triste leito
Coração tem mais funções que bombear sangue
Coração mata, acaba, e me cria visões de Dante

Catarina Catarina, onde se encontra, minha vida?
Preso neste lugar, numa perigosa avenida
Querida, saudades suas me leva em brisas surreais
Com suspiros e choros que me desintegra cada vez mais

Anjo de beleza sem igual
Minha eterna deusa imortal
Catarina, és tu meu amor?
Sua beleza é de um veneno indolor

Sentada à minha frente
Ah... que inveja aparente
Quem dera eu estar a teu lado
Como nos sonhos que me foram tomados

Sinto-me humilhado, pois rires às minhas custas
Queima agora dentro de mim um amor mal acabado
Que luta e combate esse sentimento mal intencionado

Pensei que poderia te purificar
Mas aqui prefere ficar
Amante ingrata, doce cortesã
Os holofotes me mostram o glamour e a sujeira de seu divã

Com seus belos olhos verdes, ela está a me observar
Acendendo o seu cigarro com vontade de me domar
Usando a fumaça que perfuma o ar, como uma magia para me enfeitiçar
O movimento dos seus olhos mostra o desejo de me testar
Mulher maldita, seguro sua face com vontade de lhe beijar

O cheiro de desafio, deixa explícito a sede de jogos
Como se já não fosse difícil ter que encarar estes olhos
O fogo que arde no sul do meu corpo parece me dominar
Onde vivo num impasse que só faz me embebedar a cada bar
Um doce impasse de sofrer por te desejar.

Sobre este blog

Minhas crianças

Olhos da janela

Minha foto
Uma sonhadora de um mundo de fantasias. Onde todo o irreal que inunda cada linha de pensamento se dissipa no fim de uma avenida, um olhar poético que cria a dor e a felicidade de ter algo além da imaginação. E um trabalho mais que amado criado por mim e somente a mim terminado. Sou Medye Platinun. Muito prazer.

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